Parei para escrever, e nada parecia ser bom o suficiente. Quase nunca tinha passado por tal situação.
Escreveria talvez sobre mim, sobre a cultura do ser ou ter, o individualismo, ou, até, dos direitos humanos. Mas, há mais coisas em minha cabeça e nada disso me aparenta atraente.
Inicio uma linha e apago, me apago, me renovo. Sou como meus textos, preciso de inspiração, caso contrário, torno-me livre o bastante para esquecer que tenho algo à pensar.
Nada há de errado, nada há de novo, não há nada de errado ou de certo. Simplesmente há e não há.
Me pego às minhas inspirações. O mar, o céu, o horizonte, a selva de pedra, as músicas, os livros, um novo amor.. Mas nada, no momento, aparenta tão agradável quanto minha cama.
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