terça-feira, 13 de agosto de 2024

EQUILÍBRIO

Sentaria e escreveria sobre a frase que mais fez sentido para mim nos últimos dias  " O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós" mas seria uma audácia tamanha..
Não me atreveria a comentar Sartre, nem no mais ousado ápice de minha mente atual. Ainda não me sinto preparada para tal.
Sendo assim, prefiro pensar em " O importante não é que fazem comigo, e sim o que eu faço comigo ".
A linha tênue entre o auto-masoquismo e a auto-afirmação exacerbada. ( E por que não, Ego ?)
O que está nesta linha tênue ? A mais complexa das simplicidades... o equilíbrio.






Quando se toma consciência da grandeza do mundo, a vista do horizonte livre, torna-se mais plausível que a brecha da janela de um apartamento qualquer.
Ao reconhecer o quão maior é ir e vir, o quão verdadeiras são as pessoas que não conhecemos, mas que existem, o mundo expande.
 Em cada canto, em cada curva, em cada ser, há um conhecimento intrínseco e belo. O indivíduo e o individual, é o que há de mais bonito, quando incluso num conjunto.
O homem é um ser individual, mas que não deve ser só. É necessário viver!  Deixar vir, deixar ir. Levar e trazer.
A mente livre, o corpo livre, o espírito livre.
Lembro-me a primeira vez que fui comparada ao espírito livre de Nietzsche. No momento, eu desejava ser, mas ainda não era o que sou hoje, para me declarar um. O espírito livre, vive pelo conhecimento, pelo aprender, a curiosidade move o mundo. Se não tornar-se audácia, completo com a busca não só do conhecimento, mas a busca consequente do amor, da felicidade, do riso fácil, da leveza, do entendimento do que estou, para a elevação do que sou. O ser individual é maior que qualquer barreira das amarras sociais, ou psicológicas. Há limites. Mas há loucuras.
É como diria o grande Zeca baleiro : " As vezes me preservo, noutras suicido.."
HÁ VIDA. A VIDA. À VIDA. AHHHH VIDA!!!!!!!!
Inspiração é algo engraçado..
Parei para escrever, e nada parecia ser bom o suficiente. Quase nunca tinha passado por tal situação.
Escreveria talvez sobre mim, sobre a cultura do ser ou ter, o individualismo, ou, até, dos direitos humanos. Mas, há mais coisas em minha cabeça e nada disso me aparenta atraente.
 Inicio uma linha e apago, me apago, me renovo. Sou como meus textos, preciso de inspiração, caso contrário, torno-me livre o bastante para esquecer que tenho algo à pensar.
 Nada há de errado, nada há de novo, não há nada de errado ou de certo. Simplesmente há e não há.
Me pego às minhas inspirações. O mar, o céu, o horizonte, a selva de pedra, as músicas, os livros, um novo amor.. Mas nada, no momento, aparenta tão agradável quanto minha cama.