domingo, 2 de fevereiro de 2014

E desde quando, eu, (e quem sou eu ? ) sou alguém para escrever para alguém ?
Sou um nada, e aceitando que nada sou, torno-me tudo.
 Tudo o que sou, tudo o que tenho e tudo o que me pertenço.
A quem ei de pertencer senão à mim ?
Ao mundo, talvez. À vida.
Sendo quem sou, tudo, torno-me nada.

Tendo nas linhas e letras o maior refúgio, torno-me vãs palavras juntas.
Hão de fazer sentindo.
Para mim ? Vento.
Todas vãs.
Hão de fazer sentido.

Do amor e da dor, já provei um pouco.
Do amor à cachaça, já provei de muito.
Do amor ao vento, sou levada sempre.

E sendo eu, quem sou;
Um tudo, um nada, uma mudança,
Já mudei do inicio a cá.
Mas voltei à mim, afinal
Quem seria eu, senão o tudo e o nada ?

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