quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Afinal, vulgar é julgar ..

Julgar ; "vtd 1:  Decidir, resolver como juiz ou como árbitro, lavrar ou pronunciar sentenças."                          ( Dicionário Michaelis)


"A saia tá curta demais" " o decote muito grande" "é crente" " é macumbeiro" "é preto" " é bicha" ..
Simples seria fazer uma análise psicológica sobre o por quê que julgar tornou-se uma diversão.
Afinal, é fácil olhar nos outros o que pode ser motivo de escárnio. Difícil mesmo, é olhar pra dentro e admitir que não somos perfeitos. (Dói, não é ?)
 Fácil também é rotular. Difícil, é estar de bem consigo mesmo ao ponto de olhar para o outro além da aparência dele.
Fácil também, é ser radical e gritar : "EU SOU FEMINISTA, EU SOU BRASILEIRO, EU SOU NEGRO, EU SOU GAY, EU SOU HOMEM , EU.. EU.. EU.. EU.."
Difícil ? O que é realmente difícil, é dizer a si " Eu sou branco e tenho orgulho dos negros" , " Eu sou mulher e creio que minha colega deve se vestir do jeito que se sinta bem.." " Sou heterossexual, mas lutarei por uma sociedade menos violenta aos que se declaram homossexuais .."

" Amarás o teu próximo como a ti mesmo." 
Quem foi que disse esta magnífica frase? Freud ? Sartre ? Rousseau ? Parece-me que Jesus , em Mateus 22:39 (Bíblia Sagrada) . Mas, não é o que me parece quando eu vejo que tanta gente que "acredita e segue" as palavras deste livro em que a frase está escrita, julgando o próximo e não amando. Contraditório, não ?
 (Deixo aqui, somente uma reflexão. Não entrarei (no momento) no quesito ético religioso individual.)

O Brasil entrou em manifesto, e os mesmos que pediam por melhoras na educação , continuavam generalizando os nordestinos de "Paraíba ou baiano", ou dando continuidade à atos de preconceitos regionais absurdos. Assim, como os nordestinos, também, mesmo pedindo melhoras na educação, ainda  persistem no  pensamento: " Meu filho tem que ser macho."
( Mas, não entrarei no quesito de preconceito regional, muito menos no racial, ou qualquer que seja. Ficando ai a segunda reflexão)

Para mim, a questão não está no julgamento em si. E sim, no que causa internamente aos que julgam, não aos que são julgados. Até pelo fato de, quando se está apto à julgar, automaticamente torna-se apto a ser julgado. ( O que, na maioria das vezes, o indivíduo não aceita).

Escrevo tudo isso, talvez, por uma questão de inconformidade com a inconformidade dos outros quanto aos outros.  Mas aí, não seria eu, uma julgadora dos julgadores ?
 Muito provavelmente sim,  até por que, assim como a mulher que usa um decote no umbigo, ou uma pessoa declara-se gay, consideram-se certos, os que julgam, também, consideram-se certos.
Então, como não posso criticar ninguém, para não virar hipócrita da minha própria crítica, criticarei à mim. E, sendo assim, crescerei e evoluirei, ao reconhecer o meu próprio erro de julgar à quem julga.

Ao concluir, percebo que, antes de querer mudar ao próximo, é necessário mudar à mim.
 E NÃO ERA ISSO QUE EU QUERIA DIZER DESDE O INÍCIO ?


P.S : Segue em links, respectivamente, um filme, um curta e uma música que me inspiram a amar e evitar julgar ao próximo ;

        http://www.youtube.com/watch?v=kRJwQg-oavc  (Filme - " O contador de histórias)

   http://damn.com/p/this-is-what-everyday-sexism-feels-like-to-a-man-must-watch/ (Curta metragem- " This is what everyday sexism feels like to a man must watch)
   
      http://www.youtube.com/watch?v=K-O2dG1A56c (Música - "Alucinação" Belchior, por Engenheiros do Hawaii)

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